quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

TESTEMUNHO DA FORÇA DO AMOR



O destino dita...eu escrevo
Minh'alma já sabia...eu desejava
Somos una...mas ela é sábia
Humanamente descrente...já não esperava
Mas minh'alma gêmea me procurava
Por esse recanto de tantas letras...
Minha escrita gritava anseios,
Minhas dores, doíam incessantes...
Não estive aqui para encontrá-lo...
Mas assim quiz o destino,
Que fez de nossas escritas...elo de encontro.
Ele me encontrou...o reconheci de outras "eras",
Não somos poesia...não vivemos de versos,
Nos tornamos reais, assim como o amor...
Que saídos do papel e do Recanto,
Unem agora corpos...de almas gêmeas.
Saído das Campinas...vindo para o Cerrado,
Realizamos a tão esperada união.
Somos prova da força do amor...
O impossível, a distância...não existem,
Basta crermos, amarmos e sobretudo...
Entregar nas mãos de Deus...
Somos poetas...mas temos uma realidade
Amadurecida pelas provações e nossos pés...firmes no chão
Que outros corações sedentos de amor e doação,
Possam acreditar e esperar o tempo exato de Deus...
O tempo que não é o nosso,
E por suas mãos, deixar que seja escrita a mais bela poesia...
Somos NADA...mas teremos TUDO se assim ELE escrever!



sábado, 3 de dezembro de 2011

MÃE VIDA




Vida que nos dá a vida
Parece pouco...só uma vida
Mas tantas vidas, dentro da vida
Pacote aberto, regressiva partida

Filho às vezes tão ingrato
Nem percebe ou tenta ser sensato
Recebe flores, não sente olfato
Não estende as mãos...não usa tato

Mãe que mostra vários caminhos
Escolha errada, nos leva a abismos
Vida ensina palavras de otimismo
Mas pródigo escolhe o pessimismo

Minha vida...vida minha somente
Sou eu quem espalho e planto semente
Se forem daninhas...serei incontente
Sendo sadias...colherei fartamente

Nossas vidas, presente por Deus entregue
E escolhas...responsabilidade não negue
 
 
Valéria Lisita
 
 
 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PASSAGEM PARA AMAR




As portas do destino se abrem
Pedindo passagem...o amor
Mãos unidas a se entrelaçarem
Destravadas fechaduras da dor

E asas são soltas ao vento
Buscam no céu... o infinito
Não se ouvem mais lamentos
Pois ressoa o canto bendito

Passagem de sonhos e planos
Esperança plantada, soleira da porta
Ficam nas trincas paredes, desenganos
Ser feliz...somente o que importa

Se abrem as portas do destino...
E o amor é ouvido como um hino!

Valéria Lisita

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

RUMO AO AMOR


A poetisa passeia nos versos
São delas as bagagens...viagens
Mala cheia de sonhos controversos
Mas nas mãos esperança e passagem

Visitou um abismo de imensas dores
Mas o deixa e vislumbra um jardim
Sentados à sombra, estão amores
Cercados por rosas de cor carmim

E segue por entre árvores, a estrada
Ao longe o som de forte cachoeira
Tem sede de uma vida encantada
E deixa pra traz espinhos e poeira

E nesse passeio por entre versos
Poetisa cria odes cheias de fulgor
Da solidão...são agora inversos
Encontra a rima perfeita ao amor
 
Valéria Lisita


sábado, 17 de setembro de 2011

FRONDOZA ÁRVORE*


Um sonho perdido no tempo
Vida sem ser vivida... aguarda
Senhora que não foi com o vento
Em gavetas seus sonhos guarda

Jovem amante do que não valeu
E amores somente a fez sofrer
Em busca de sonho que pereceu
Mas sede de vida fez tudo valer

Suas sementes inibidas jogadas
Brotaram o que hoje é seu sustento
Mágoas esquecidas e cicatrizadas
Trocou por sorriso o que era lamento

Espalha carinho e faz-se o amor
Frondoza árvore enfim se tornou
Também é amada, cuidado e calor
E frutos a cercam pois muito amou


* Sou o fruto desta Frondoza Árvore...minha mãe!
Valéria Lisita

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

AMOR QUE NÃO AMA



Queria tanto que o amor me amasse
Assim como a solidão me acompanha
E o coração que não bate, mas apanha
Nessa dor que me dói como se matasse

Se esse amor me amasse como amo
E a vida à minha vida se entregasse
A alma minha, gêmea se encontrasse
Diria tudo em poesia, assim proclamo

Mas o amor não me ama, isso é certo
Pois tanto lhe ofereci e nada aceitou
Desfez-se do meu e não se encantou
E longe se vai por um caminho incerto

Assim se foi o amor que não sabe amar
Amar é se doar, ele não quiz se entregar
 
Valéria Lisita
 
 
 

domingo, 28 de agosto de 2011

MEUS VALES





Se te perderes nas curvas de meu corpo
Não se desespere, me espere...te socorro
Tenho vales e fendas que te esperam
Se aquiete, suas estradas também percorro

Sou paisagem que olhos seus procuram
Sei que queres em meus vales voar
Bater de asas à procura de aconchego
Vôos rasantes, em meus campos repousar

Não sigas regras ou normas, se arrisque
Esqueça esse mundo que tanto maltrata
Pegue trilhas, atalhos ou rio...mas venha
E nesse desejo ignore vida ingrata

Nem quero saber o que pensa a Lua
Que se una ao Sol e me permita viver
Inspirando tristeza, impedindo de ser sua
Quero amar sem em versos descrever

Valéria Lisita


domingo, 7 de agosto de 2011

FLORES NÃO AMAM



FLORES NÃO AMAM


Porque insistem me ver mera flor
Sou humana e necessito carinho
Assumo ser mulher em esplendor
Tenho asas sem ser passarinho

Tenho calor, vida e alma pensante
Meu perfume da pele se exala
Também não sou viajante errante
Mas guardo meus sonhos em malas

Ser vista como flor, não concebo
Desejo ser mais que botão em buquê
Que venham os afagos... recebo
Sem perguntas de onde ou porquê

Não me quebro, de vidro não sou
Tenho dores mas sei superá-las
Todas vieram mas o vento levou
Em meu corpo não irei abrigá-las

Minha essência é mais que pétalas
Frágil cristal, não é meu coração
Esperanças sempre insisto tê-las
Que amor venha em minha direção

segunda-feira, 25 de julho de 2011

TÃO SOMENTE QUIMERA



 
Serei eterna musa de quimeras
pois vagueio entre um poema e outro

Versos amantes meus,
que me beijam,
me afagam e brilham como o sol

Sou rima em versos de amor
e as vezes também sou flor
que bebe água de nascente
que nem mesmo sente ,
a chuva caindo devagar

Sou lua clareando colina,
sou fera que arranha sonhos
e também sou anjo que perdeu asas

No calmo mar sou sereia
que atrai pescador de versos
e na praia sou jangada ancorada
com uma vela quase apagada
tentando fazer luau

No incêndio que queima almas
sou cinzas que vira pó
desses versos que nunca foram lidos
por amores que cegos e contidos
tranformaram-me em quimera... e só


 

 

sábado, 9 de julho de 2011

PRESA NOS VERSOS



Preciso sair dos meus versos pra viver
Transformar essa poesia em realidade
Deixar palavras, segurar tua mão...te ver
Colher flores, receber amores de verdade

Podar roseiras para que possam florescer
Saber qual aroma tem sua pele que arde
Preciso sair dos meus versos pra viver
Transformar essa poesia em realidade

Sair dessas páginas sem vida...renascer
Degusrtar o amor que ofereces, não tarde
Pois noite chega, preciso me aquecer
Sei que traz no abraço, fogo que arde
Preciso sair dos meus versos pra viver
 
 

domingo, 3 de julho de 2011

CANTAREI O AMOR




Meus versos só teem lágrimas,
Não vislumbro sol no imenso céu,
Mas chegas e enchugas lástimas,
Amanhece, vejo luz e retiro o véu

Minh'alma que em trevas só vivia,
Não tinha esperança de dia raiar
E de mansinho não esperava, viria,
Para meus dias aquecer e se dar

Pensei ter sepultado o tal do amor,
Que insistia sempre, em mim estar
Me iludi, mas foi rude e causou dor,
Preferi enterrá-lo e sozinha ficar

E o aroma de rosas em minha mão,
Embriagou e despertou o sentimento,
Sei que do amor andava contramão
Mas retorno para viver esse momento


Tentarei cantar meu amor em versos,
Temendo novamente estar enganada,
Mas a vida é luta e recomeços diversos
E arrisco sonhar que posso ser amada




 

sábado, 25 de junho de 2011

DONA DO MEU DESTINO






Minha vida nunca foi teatro
Muito menos sigo um roteiro
Sou eu quem decide o ato
E pra que lado gira ponteiro

Nem queira vir com seu tato
Não vivo em nenhum picadeiro
Minha vida nunca foi teatro
Muito menos sigo um roteiro

Não queira inventar um fato
Nem urdir seu plano matreiro
Excluir da vida falso contato
Antes que alvo seja morteiro
Minha vida nunca foi teatro
 
 
 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

VERDADE E BELEZA

Se me tens amor diga
Pois busco-te e ouço
Seu silêncio intriga
E vejo todo o esforço

Não confessas a mim, só a ti
E castiga-se, fica só
Cante como bem-ti-ví
Não deixe do fogo, o pó

Trago certeza agora
Sou clara como o luar
E do pranto de outrora
Canto de alegria entoar

Enterre vida muda
Grite pra mim esse amor
Não deixe dor profunda
Encobrir esse furor

Mas consinta sem pranto
Que asas te trouxe flor
Entendo sem espanto
Que outrora teves dor

Se sentes fera acuada
Liberte na certeza
E juras da madrugada
Tem verdade e beleza





sábado, 4 de junho de 2011

TEU BANQUETE

 

Sirva-se de meu corpo e perfume
Um banquete preparado a um Deus,
Me tome com a sede de costume
Minha flor despetale nos lábios teus

Sinta o mel que escorre entre coxas
Ao contato de um simples toque teu
Tempero de cio e desejo nas bocas
Trocando essências, amor que se deu

Deguste os seios sem nenhum pudor
Sorvendo sabor que carrego em mim
Sacie de vez essa fome e no calor
Me flambe e queime lençóis de cetim

Como ferro em brasa, agora fere
Queimando as entranhas aquecidas
Te guardo em mim, somente espere
As lavas te queimarem enlouquecidas


Mas guardo muitas brasas sob cinzas
Se desejares ao banquete retornar
Repita esse cardápio e não te aflijas
Meu corpo é banquete a te esperar


 

domingo, 22 de maio de 2011

FLOR PETRIFICADA


Nesse caminho sou pedra, me retiro
Mesmo caminho como pétala espalhei
Não sei se erro cometi, então suspiro
Foi excesso de esperança que sonhei

E os pés que caminhavam ao encontro
Desviou-se dessa pedra, então seguiu
Vislumbrando só miragens, sonho outro
Simplesmente num tropeço me partiu

Confundi-me com cascalhos, era flor
E ao sol abandonada então fiquei
Não sabia a proporção de tanta dor
Nesse caminho tanto tempo caminhei

Como pedra me tornei um obstáculo
E transposta, esquecida agora estou
Solidão ao sol que queima, acumulo
Sou a flor petrificada que murchou



terça-feira, 10 de maio de 2011

ASSIM AMO


 
Asas ao vento, voo em liberdade
Vento na face, olhos brilhantes
Sentir as paisagens fascinantes
Cada ser vivendo sua verdade

Deixar que voe só, assim volte
Pássaro não vive se engaiolado
Planta precisa do dia ensolarado
Para dar frutos, assim fome mate

Flores da natureza  se retiradas
Só abrevia a beleza que encanta
Se sufocada, garganta não canta
Liberdade, vida, canções entoadas

E que livre permaneça esse amor
Para não perecer e sufocar de dor
 

 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

TE ESPERO



Não saberia o que dizer
Simplesmente digo, amo
Nasceu de luz irradiada
Não pergunte-me como
Brotou destas entranhas
Como água assim tomo

Como explicar esse amor
Que em noite foi gerado
Como testemunha a lua
E por ela, foi abençoado
E se não entendes diga
Pois te quero a meu lado

Mas silêncio também diz
E sei que a ti, ele chega
Em versos mudos canto
Carinho que aconchega
Te afagando a alma nua
Ao céu minh'alma se erga

Quero colorir as manhãs
E esperar sua chegada
Se vieres à noite ilumino
Essa trilha enluarada
Não percas no caminho
Serei sua doce amada


 
 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

EU E A LUA


Às vezes o poeta se faz louco e conversa com a natureza,
nesse caso, meu diálogo é com a LUA*.


Porque me olhas tão triste*
Se sempre te faço companhia
Suas noites do céu ilumino
Não chores, cara poetisa

Já chorei todos os choros
Mas não foram suficientes
Encobriram minhas alegrias
Que agora estão ausentes

Sei tenho fases também*
A cada uma delas eu mudo
Mas meu brilho independe
Como sou vista pelo mundo

Sempre soube minha amiga
Pois tento ser como você
Mas meu brilho inexiste
Sou poeira e ninguém vê

Se pensas que sou vista*
Se engana pobre mortal
Preferem vida sem brilho
Romantismo virou um mal

Não se entregue doce lua
Meus prantos por ti secarei
Serei agora companhia sua
E como você sobreviverei

terça-feira, 12 de abril de 2011

CONTÍNUA BUSCA




Não quero da vida a loucura,
Quero verdades, mesmo impuras,
Contruir castelos de vidro na areia?
Melhor buscar o eco de mim nos montes;
Plantar girassóis no deserto,
Buscar as pedras que correnteza levou,
Recolocá-las no meu caminho, não vou,
Pois tenho pés machucados pelos tropeços;
E mãos estendidas e vazias ficaram,
Mas cheias de espinhos por tentar colher rosas;
Desvio de abismos, caio na estrada,
Sol queima visão, mas busco horizonte,
Lá, onde cantam tristes sons da solidão,
Talvez me alegre ao chegar,
Mas se não for lá o meu lugar,
Novamente em matas ou deserto buscarei,
Minha busca é contínua, pois vivo...não desistirei!


 
 

domingo, 10 de abril de 2011

MEU ENCANTO


 


Passaste por mim, assim me encantei
Deixastes teus versos, em doce rimar
Não me via em quimeras, então gritei
Pretendia soubesse,que a ti iria buscar

Compondo pra ti, palavras encontrei
Dizias só mágoas, não sabias amar
Passaste por mim, assim me encantei
Deixastes teus versos, em doce rimar

Meus versos são teus, a ti escreverei
E pesadelos deixei, prefiro o sonhar
Já disse, não nego, a ti me entreguei
Me fazes feliz, na ilusão de me amar
Passaste por mim, assim me encantei


sábado, 26 de março de 2011

SONETO AO SONHO


Sonhei que esteves por aqui, comigo
Sonho programado antes de dormir
Pois não estás, fica o vazio a sentir
Me proponho, insisto, sonho contigo

E estás na maciez dos meus lençois
Travesseiros com perfume do abraço
Desse gosto imaginário, não desfaço
Me encontro a sonhar à vários sóis

Horas voam, nem  conto, as esqueço
E assim inerte, não desisto do sonhar
Mundo externo, permaneça a esperar
Adormecida, embriagada permaneço

Que passem luas, sóis e as estações
Espero e adormecida vivo emoções


terça-feira, 15 de março de 2011

OUÇA-ME



Ouça-me, pois te chamo
Esse grito vem do amor,
Voz firme e forte clamo
Te quero em alto louvor

Melodia és o meu rítmo,
Das aves, o meu condor,
Ouça-me, pois te chamo
Esse grito vem do amor

Dos montes és o cimo,
Do dia és o sol e o calor
Sorrisos à alegria somo
Do ouro tens mais valor
Ouça-me, pois te chamo


 

terça-feira, 8 de março de 2011

SONETO DA BATALHA



Empunho escudos em batalhas contigo
E nossos medos,  encaramos de frente
Máscaras cobriam, fingindo demente
Fugindo de lutas, buscávamos abrigo

Caminhos cruzados em longa estrada
Só idas e vindas de incertas procuras
Cicatrizes fechadas , feridas impuras
E entregue aos braços de doce amada

Fortalecidos fomos nos laços do desejo
Tornando-nos livre na busca do sonho
Lutar e vencer, nesse amor proponho
Nos doarmos em vida, toque do beijo

Que brilhe sol, ilumine novo horizonte
Na união das almas que futuro aponte


 
 

SONETO DA ACOLHIDA




 
Asas quebradas, voos constantes
A procura de ninhos sem acolhida
Negado aconhego prefere partida
E sem sentido, destinos errantes

Dor profunda, seguindo a viagem
Exaustiva visão, sem ver horizonte
Perde altura em voo baixo, rasante
E vida esvaindo, futuro é miragem

Pouso forçado em matas de feras
Sangra,insiste jamais entregar-se
Em luta consegue voo, elevar-se
Mirando os céus, outras esferas

Na queda de asas pós luta imensa
Acolhida em braços,dor compensa

sábado, 5 de março de 2011

POR AMOR



Meus olhos choram tuas lágrimas
E tua boca  desenha o meu sorrir
Pois cansaste da vida, as palmas
Na tristeza sorria  para me iludir

Trocamos poemas em doces rimas
E desejos ocultos, antes do sentir
Meus olhos choram tuas lágrimas
E tua boca  desenha o meu sorrir

Mas presença traz gozo às almas
E vazio perdurou antes do existir
Lágrimas vertidas chôro acalmas
Certeza envolve e inexiste o partir
Meus olhos choram tuas lágrimas
 
 
 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

DECLARO AMOR

 
D igo sempre em melodiosos versos,
E sse amor que queima e consome,
C alo-me, mas olhos não mentem e
L evam certeza de um puro amor;
A mor... queres saber o que significa?
R econheça-te em tantas outras linhas,
O des escritas na falta que tu me faz.

A ceita que entrego a ti minha vida,
M eus sonhos, desejos, corpo e alma,
O uça, entenda os versos que gritam,
R enasça, desfaça o medo e...ama-me!
 
 
 
 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

REDEMOINHO DO DESEJO

 
 
Levada por desejos insanos
Me perco em olhos de fulgor
Esqueço universo e planos
No anseio desse fogo e calor

Nessa áqua que banha a flor
Entrega às pétalas o sabor
Oferta seu vinho sem pudor
Em taça brindando esse amor

Redemoinho na falta da razão
Nesse toque imaginado salival
Tremula a carne, perdida visão
Girando águas, suave vendaval

Jorrado gozo do desejo e dor
Na ausência do sentido pulsar
E clama o toque quente, calor
Mas se deixa no doce entregar!
 
 
 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

TOQUE DO OLHAR



Não são apenas versos somente
Vi-te no brilho das estrelas e lua
Desejado instante, riso envolvente
Pude sonhar enfim com imagem tua

Na leveza, olhos que se tocaram
Faces a muito ocultas em versos
Sentido carinho e afagos trocaram
Busca insana outrora, submersos

Que águas limpidas de rio corram
E sol tranquilo se deite no horizonte
Pássaros gritem canção que entoam
Arco-íris, a esperança em cor aponte

Que cessem buscas, odes escritas
Floresçam os jardins e flor renasça
Na terra o fogo que acende vidas
Certeza dos versos, na luz se faça!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DESÉRTICA AREIA




Ondas quebradas na areia anunciam
Chega ao longe a canção que pedias
E em busca da poesia que escreviam
Carne e alma unidas compondo  dias

Sol ardente, aquece e faz companhia
Mas é lua que suavemente entorpece
Clareia versos escritos, amor e magia
Traz carícias e em sonhos adormece

Ninho pronto a espera de doce ave
Vem em asas criadas, belos versos
Pousa e repousa em canção suave
Sem solidão dos versos controversos

Perfume de flores e  fogo que aquece
Vivem o tudo de paixões esperadas
Doces frutos que natureza oferece
Desértica areia, almas apaixonadas





sábado, 5 de fevereiro de 2011

RESTAURAÇÃO




Na falta, o vazio que você traz
Ausência constante nunca sentida
Nas mãos carregadas, versos faz
Pedaços de vida, por você recolhida

Anseios estilhaçados caídos ao chão
Inteiros se fazem, palavras e versos
E vida renasce, modela doce paixão
Desperta sonhos em dor submersos

Ausencia do mito, intensa quimera
Ressurge magia esperança e amor
No grito clama nascer de uma era
Desejos contidos da flor sem pudor

Presença se faz na alma distante
Levada nas asas do pássaro de aço
Corações unidos, imagem constante
E vida restaura, não mais em pedaço!
 
 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ASAS POÉTICAS



Sinto de leve um vento
Que sopra em minha face
Deve ser seu pensamento
Pedindo que te abrace

Chega manso com a noite
Meus cabelos desalinha
Arrepios n'alma que ardia
Em meus seios aninha

Quero ser sua morada
Faça do corpo seu ninho
Barreira já derrubada
Sem ilusão no caminho

Viaje em asas poéticas
Ultrapasse essa quimera
Clame minh'alma cética
Que por ti sempre espera

Desfaça pois os versos
O impossível não existe
Seremos do irreal inverso
Nesse desejo que persiste

Te quero, não resta dúvida
E me queres, tenho certeza
Seremos dois, em uma vida
Unindo asas de rara beleza!


TARDIO ENCONTRO



Porque não nos encontramos ontem...
Teria sido tão belo me apresentar,
Dizer-lhe sou livre, não tenho dores,
Nem fantasmas a me rondar
Tenho o coraçao calmo,
Nao faltam pedaços...inteiro pra te amar
Não tenho medos
E o tempo todo pra me doar.
Desilusão não conheço,
Também nao padeço
De tanto chorar.
O sol não arde e o fogo,
Só queima se você me tocar.
Porque chegastes só hoje?
Com tantos medos,
E o coração nao quer doar...
Vive sangrando , se afogando
Em púdridas lembranças,
A alma só... não quer se salvar,
Se enterra vivo,
E seu passado mais vivo está.
Injusto isso, corações pulsando
Mas se enterrando, anulando...
Pobres mortais somos nós,
Somos zumbis de nosso passado
E esse...rindo do malgrado,
Pois nos doamos em vida
Ao destino malvado,
Que antecipou nossa partida
A esse jazigo mal cuidado,
Sem flores, sem amores,
Sem chances pra recomeçar!


 

DESISTO



Desisti de lutar
Perdi as forças
Melhor me entregar
Me jogar às onças.

Cortar asas, aterrisar
Arrancar raízes, murchar
Vedar olhos, me cegar
Decaptar, nao pensar.

Sem coração, não pulsar
Vedar lábios, emudecer
Ter amarras, paralisar
Me enterrar, apodrecer.

Desisto de existir
Apagar lembranças
Pro infinito partir
Por fim às esperanças.

Desisto de mim
Não sei a que vim
Se vim do pó...
Que o pó venha a mim!



domingo, 30 de janeiro de 2011

EU, NATUREZA


Nasci de puras minas
Corro nascente limpida
Sou águas cristalinas
De verde mata infinda

Sol me aquece, evaporo
Algodão de nuvens me torno
Em chuva caio, imploro
Ao rio calmo retorno

Percorro doces recantos
Sombra de árvore frondosa
Pássaros alegres e cantos
Saúdam natureza bondosa

Das águias sou alimento,
Rastejante e sinuosa,
Sou em tudo teu lamento,
Serpente  não perigosa

Fixa no solo sou bela flor,
Doo seiva a pássaros sedentos,
Chamados são beija-flor,
Distribuindo beijos aos ventos

Sempre quis ser natureza
Na essencia e belas cores
Não pensar, mas ter nobreza
Da vida, ter só  sabores!
 
 
 

TATUADO EM MIM





Te possuí, com fúria de amante
Me consumiu em leito sem cetim
Espinhos na carne encravaste
Ainda te sinto colado em mim

Agora choro pois foste embora
E tatuaste teu corpo em mim
Sempre te vejo a qualquer hora
Esse martírio não vai ter fim

E o amor borbulha em ódio
Pois te desejo, não estás aqui
Me chamas, só não entendo
Porque te foste, volte pra mim

Nessa agonia, corpo padece
Fardo pesado sem esperança
Na boca gosto que enlouquece
E na memória só a lembrança
 
 
.

sábado, 29 de janeiro de 2011

QUERER SOLITÁRIO


 Te vejo com os olhos da alma
Te toco, sem que me sintas
E assim te sorvo com calma
Medo talvez... nao permitas

Te quero em noites chuvosas
Em sonhos te chamo, silencia
Solidão e dor são pavorosas
Só você, pra tirar melancolia

Desejos que minha pele exala
Te dispo com magia e pudor
Respiro a essencia que cala
E sugo dos lábios vinho sabor

Te tenho em minh'alma a sorrir
Mas foges, tão só permaneço
Não quero que venhas por vir
Te quero, não assim...agradeço!

 

RENASCER DAS CINZAS




Porque o azul do céu empalidece?
Dúvidas levam consigo as certezas
E o encobre com nuvens... escurece
Melhor luz e vento sem impurezas

Tempestades arrasam as alegrias
Enxurradas de incertezas, agonia
Coração aperta e desfaz magias
Vida sem sentido, foi-se harmonia

Andar solitário e triste em noite fria
Perde o rumo e grita a melancolia
Foi tão pouco o tempo, companhia
Se desfaz em raios, pura nostalgia

Na ilusão cega, podre e sem verdade
Imaginários desejos viveu embalada
Não encherga o óbvio, pura vaidade
Realidade dura como pedra lascada

Mas em prantos se reergue fortaleza
Pois precisa seguir trilha mesmo só
Não se abate com dores e aspereza
Acostumou-se nascer das cinzas e pó!







sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

SONETO DO ENCONTRO



Caminho em raios de luz viajante
A lua que embala sentindo o furor
Sacia os beijos, verso cala, sabor
Entregue aos braços puro amante

Se cumpre enfim a doce quimera
Criada em noites sombrias de dor
Espera e anseios de louco amor
Transposto abismo, longa espera

Mãos estendidas, afagos e carícias
Tocando alcança e incendeia a flor
Entrega, não foge, oferece amor
Em confissões, sussuros e malícias

Unidos corpos, corações se libertam
Ode renasce e vidas se completam



FALTA TUDO





Não sei mais quem sou,
Mergulhada entre quatro paredes
Me perco em notas musicais,
Me alimento de versos citados
Busco você ao meu lado...do lado
E encontro somente o vazio,
Naquela metade que seria sua;
Só o desejo do cheiro e calor,
O toque na flor, amor e fulgor,
Quanto desejo cravado na carne
E esse grito que não é ouvido;
Lá fora trovão e a chuva caindo
E eu só, perdida nessa solidão;
Ouço você em tantos sons agora,
Te vejo em tantos versos escritos
Desabafos e desejos meus...e seus;
Mas tocar-te, ouvir-te, não posso,
Me encho de medos e morro de frio
Nessa ausência sufocante que dói,
Essa falta preenchida do vazio,
O vazio que enche essa vida,
Essa vida vazia em que tudo falta!

FOGO DO AMOR


Na chama desses versos
Vivo imergida em quimera
Desejos da carne confessos
Na sede da alma que espera

O fogo incinera os sonhos
Fumaça os leva, mensagem
Certezas de tudo que somos
Corações, desejos, imagens

Afirmo estou viva em brasa
No incêndio causado por ti
Palavras que corpo abrasa
Nem chuva apaga o sentir
`
Pois venhas sem receio
Te queimo no fogo paixão
Viverás nos braços anseio
Fogueira de amor arderão






ESTAR CONTIGO





Empresto meus olhos à lua
Assim te vejo em distância
Temo não possa ser sua
Mas tens minha constância

Dou-me toda, imenso mar
Assim te envolvo inteiro
Balanço e refrigério, amar
Em meu barco marinheiro

Meu calor empresto ao sol
Para aquecer sem tocar-te
Se és peixe, isca e anzol
Desse amor alimentar-te

Empresto firmeza ao solo
O quero amparado e firme
Se cansas, acolho em colo
Te embalo antes de ir-me!




quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

AMOR PRÓPRIO

De um passado destruido
Tempo perdido, ampulhetas
Ao desamor foi atribuído
Desenganos, caem muletas

Mas águas de rio imenso
Não voltam do mar à nascente
Recomeço de vida só penso
Se outro amor for presente

Esse amor que me refiro
Que plantado em solo nobre
Crescerá em mim, prefiro
Será completo, mesmo pobre

Estarei só, porém feliz
Sentimento puro e sóbrio
Pois tudo que sempre quiz
Reaver  meu amor próprio!